Tarô,
“O Espelho da Alma”
Existem várias diferentes abordagens no trabalho com cartas de tarô. Embora as origens do mesmo ainda sejam envoltas em mistério, as formas de jogar são tão variadas quanto são diferentes os intérpretes. Recebi meu primeiro baralho de tarô há mais de quinze anos atrás e nos anos seguintes outros baralhos me foram presenteados por pessoas especiais em minha vida. Desde então comecei a viajar neste fascinante universo. Inicialmente a simbologia parecia-me hermética e indecifrável. Embora eu estudasse livros que explicavam o significado de cada carta, ainda assim a relação delas com a vida real permanecia um enigma para mim. Durante minhas inúmeras viagens, houve épocas que o meu primeiro baralho ficava apenas encostado na parede dos quartos de hotéis ou pensões, olhando para mim. Ainda assim, eu sempre o levava comigo. De vez em quando então eu arriscava um jogo, com um misto de curiosidade, apreensão e frustração, pois muitas vezes após jogar eu observava que estava ainda mais confusa do que antes. Com o tempo percebi finalmente como e porque a relação com as cartas ultrapassa a compreensão racional. Hoje penso que se trata acima de tudo de um contato orgânico, uma dança dinâmica, na qual as cartas são acordes de música buscando comunicar-se conosco a um nível muito sutil, apenas totalmente perceptível para dançarinos de longa data. O tarô é de fato uma arte fascinante na qual há sempre muito mais a aprender. Meu conselho para os iniciantes é cultivar, para além do entusiasmo inicial, a paciência e a perseverança necessárias para empreender esta belíssima aventura de autoconhecimento.
O Espelho da Alma
O meu trabalho com as cartas chama-se “O Espelho da Alma”, nome inspirado nas primeiras cartas com as quais joguei e ainda jogo, que indica também minha linha de interpretação, especialmente voltada para as emoções. Baseando-me na teoria de C.J.Jung, na qual sincronicidade seria “a coincidência de um estado psíquico com um acontecimento exterior correspondente que ocorre fora do campo de percepção do observador”, incorro em uma espécie de brainstorm (pessoal ou virtual), muitas vezes guiada por meus clientes, relacionando a simbologia das cartas, as idéias espontâneas referentes às mesmas, com as específicas áreas correspondentes (como por ex.: consciente, inconsciente, passado, futuro, identidade, etc.). Parto da premissa, inerente ao budismo e outras filosofias orientais e ocidentais, que enfatiza o foco no momento presente. Neste está contido o passado como “semente” energética, podendo ser reconhecido no “florescimento” ou desenrolar dos acontecimentos, e o futuro, que pode ser igualmente “lido” como potencial de energia a ser ou não alimentado, dependendo da escolha da pessoa. As cartas servem então como um espelho das emoções, um mapa emocional, no qual a pessoa se descobre trilhando uma viagem de autoconhecimento e aprendendo, no curso da mesma, a fazer futuras escolhas cada vez mais conscientes e responsáveis. Como em qualquer trabalho sério que envolve o despertar da consciência, também aqui o objetivo é o pleno desabrochar do próprio potencial, condição prévia indispensável para aqueles que desejam melhor servir a humanidade e o planeta vivendo uma vida mais harmoniosa e feliz.
*Para sessões via e-mail ou tele-conferência, ou palestras e workshops com atendimento em sua cidade, por favor, envie uma solicitação para um dos seguintes e-mails: contato@antonellazara.com, antonella_zara@yahoo.com.br