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		<title>Antonella Zara</title>
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		<title>O Caminho do Amor &#8211; Capítulo 2</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 01:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>antonellazara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O Caminho do Amor
Capítulo 2
                        Chegamos à Auvérnia. Trata-se de uma região essencialmente montanhosa. Viemos para cá, pois o Karmapa, o mais alto representante da escola Kagyü de budismo na qual nós dois estudamos, por acaso chegou ontem à França. Coincidiu com a data que escolhemos pata começar nossa peregrinação. É uma coincidência bem-vinda. Por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antonellazara.wordpress.com&blog=1255170&post=55&subd=antonellazara&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong><span style="text-decoration:underline;">O Caminho do Amor</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;">Capítulo 2</span></strong></p>
<p>                        Chegamos à Auvérnia. Trata-se de uma região essencialmente montanhosa. Viemos para cá, pois o Karmapa, o mais alto representante da escola Kagyü de budismo na qual nós dois estudamos, por acaso chegou ontem à França. Coincidiu com a data que escolhemos pata começar nossa peregrinação. É uma coincidência bem-vinda. Por isso, ficamos apenas uma noite em Paris.</p>
<p>                  Maria Alice e Hannes, dois outros alunos da mesma escola, vêm nos buscar na estação de trens. Por mais ou menos uma hora atravessamos uma paisagem verde e bucólica que nos leva à casa de Bénedicte, uma simpática francesinha, onde alugamos um quarto por três dias. É uma linda casa de campo. Somos muito bem recebidos. À noite Bénédicte nos oferece um delicioso jantar francês, com quiche, salada, queijos e frutas. Lhündrup, o monge responsável por todos aqueles que fazem retiros no monastério, e também nosso professor, vem jantar conosco. A comida é servida no jardim à luz de velas. Lhündrup olha para nós com um sorriso nos olhos:</p>
<p>                        _800 quilômetros, hem? Que maravilha! Recentemente eu fiz uma viagem com outro monge e foi uma experiência fantástica. Tudo fluía. Em nenhum momento desejamos estar um viajando sem o outro. Aliás, caminhar recitando o Mantra* é muito bom&#8230;</p>
<p>                        E muda de assunto. Conversamos sobre alguns temas sérios, mas logo Lhündrup desconversa novamente, como se de seriedade bastasse aquela do cotidiano. A partir daí, apenas contamos piadas e nos esbaldamos de rir pelo resto da noite. Nosso professor alterna entre velho sábio e menino travesso. Uma sabedoria alegre transborda de seu ser e contagia a todos.</p>
<p>                  Mais ou menos às 23 horas, vamos de carro para o mosteiro para aguardar a chegada do Karmapa. No pequeno lugarejo há pouca iluminação à noite. Assim esperamos todos perto do templo, do lado de fora, monges e leigos sussurrando entre si, segurando velas e incensos. O ar está fresco e há uma atmosfera de leveza e profunda reverência à nossa volta. Finalmente, o carro com o Karmapa passa por nós. Ele é jovem, tem um olhar sereno, acena e sorri para todos. Alguém aciona modestos fogos de artifício. Tudo é muito simples e bonito.</p>
<p>                    Este é apenas o primeiro de outros rituais por vir. Muitas são as sutilezas que abriga esta tradição milenar. A maioria delas ainda permanece um mistério para mim. Pessoalmente, eu vejo o budismo tibetano como uma bela manifestação da eterna busca do ser humano por transcendência. Eu não penso que seja melhor ou pior que as outras, mas é um caminho profundo para quem ousa empreendê-lo. Perto de todos esses monges e de pessoas como Alice e Bénédicte, que se afastaram da relação com o sexo oposto por um tempo e já fizeram longos retiros, eu sou apenas diletante. Entretanto, comecei a estudar o budismo por destino e por curiosidade. Hoje estou aqui por amor.</p>
<p>                      Agora Florencio e eu estamos no pequeno quarto revestido de madeira. Durante o dia já deu para sentir que nossos ritmos estão totalmente diferentes. Sempre é assim quando nos reencontramos. Sozinha, eu tendo a ficar mais lenta, a meditar e contemplar mais, a ler e escrever muito e ter vários momentos solitários. Em cinco meses, apenas o mês de trabalho na Itália foi de intenso e diário contato com outras pessoas. Florencio, por sua vez, entra em combustão quando está só, e leva a vida de artista por excelência. Viaja, vai a inúmeras festas, pinta quadros, dança, canta e recita poemas para Deus e o mundo. Quando nos encontramos é como se a suavidade e a euforia quisessem dançar. Leva um tempo para conseguir fazer isso sem um pisar nos pés do outro. É profundamente chato. Ao mesmo tempo, é como dois bichos que rosnam quando se vêem, mas na verdade querem se agarrar.</p>
<p>                    Nossas peles se enroscam. O sexo vem como forma de expressar tudo aquilo que está escrito em nós, cinco meses de impressões e sensações, de coisas ditas e não ditas, e uma vida inteira cheia de sonhos que desemboca aqui, neste momento. É muita informação. A gente se concentra na música e deixa que os corpos pouco a pouco resolvam o resto. Depois ficamos enlaçados, saciados, bobos, olhando um para o outro. Enquanto eu estudo a textura de sua pele sob meus dedos, Florencio me aperta em seus braços e diz:</p>
<p>                    _Nossa, você sentiu a energia daquele lugar? Isso tudo é muito forte. Nem acredito que estamos prestes a viver esta aventura juntos e que recebemos esta inacreditável bênção antes de começar.</p>
<p>                        Eu sorrio. Pensei nisto agora mesmo. É uma sensação louca estar aqui e saber que estou voltando ao Caminho de Santiago. No coração a certeza de que uma viagem muito importante começa agora. Há dez anos eu fiz a peregrinação para descobrir o que eu tinha que fazer com a minha vida, qual era o meu sonho. Eu queria entrar em contato com a minha intuição, com a face oculta e sagrada da existência. Aquela viagem mudou minha vida. Depois dela eu quase fiquei cega, tive uma experiência mística, me separei de uma relação de dez anos e decidi de uma vez por todas que seria escritora. Desta vez, a minha maior questão é como manifestar plenamente o potencial divino, a “luz”, inerente a todos, em tudo aquilo que faço e sou, e como compartilhá-la com os outros.</p>
<p>                         Por um instante, me ocorre que o homem ao meu lado é o mais próximo representante dos “outros” nesta viagem. No budismo fala-se do casamento não como uma instituição eterna e indissolúvel, mas como uma relação profunda na qual ambos se ajudam a progredir no caminho para a iluminação. Ou seja, conseguir compartilhar algo de verdadeiramente sagrado com Florencio será um começo simbólico e prático do aprendizado de servir ao mundo. Que louco! Isso quer dizer que hoje o meu marido representa a humanidade inteira! Isso não torna a coisa mais fácil. Pelo contrário, fico com náusea só de imaginar os desafios que me esperam nesta viagem. Afinal, servir a humanidade é barra pesada. Servir o marido ainda mais. Mas, com certeza, pensar assim faz tudo ficar bem mais interessante.</p>
<p>*O Mantra a qual se refere o professor é OMMANIPEMEHUNG. Inteiros livros foram escritos sobre o poder de cura e transformação relacionado à entoação deste mantra de seis sílabas.</p>
<p>Próximo capítulo na quarta-feira que vem.</p>
<p>Antonella Sigaud</p>
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		<title>O Caminho do Amor &#8211; Capítulo 1</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 15:02:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>antonellazara</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Capítulo 1 
Paris, 15 de agosto de 2009
 
                        As rodas do avião tocam em solo parisiense. O fato de que não gosto especialmente de voar mesclado à emoção do reencontro faz brotar lágrimas em meus olhos.  Elas descem suavemente pelo meu rosto. Hoje é o dia 15 de agosto, dia de Nossa Senhora D’Ajuda. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antonellazara.wordpress.com&blog=1255170&post=54&subd=antonellazara&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong><span style="text-decoration:underline;">Capítulo 1 </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;">Paris, 15 de agosto de 2009</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;"> </span></strong></p>
<p><strong>                        </strong>As rodas do avião tocam em solo parisiense. O fato de que não gosto especialmente de voar mesclado à emoção do reencontro faz brotar lágrimas em meus olhos.  Elas descem suavemente pelo meu rosto. Hoje é o dia 15 de agosto, dia de Nossa Senhora D’Ajuda. Ela me ajudou a chegar aqui. Hoje começa minha segunda peregrinação a Santiago de Compostela. A primeira foi sozinha, há dez anos atrás. Foi quando descobri que podia falar com a Deusa e Ela respondia. Desta vez será o Caminho do Amor.</p>
<p>                    Depois de cinco meses estou na mesma cidade de meu marido.  Mal posso acreditar que sobrevivemos todas as turbulências e vamos conseguir nos abraçar novamente. Foi tanta coisa, uma avalanche de coisas. Nem sei exatamente onde nem quando começou esta onda. Sei apenas que ela se precipitou sobre mim e eu decidi acompanhá-la. Primeiro as fortes dores na coluna durante meses. Fui ao médico, fizeram uma radiografia, não acharam nada. Aí falaram em ressonância magnética. E no meu coração de repente eu soube: eu estou morrendo. Eu preciso viajar. Eu preciso fazer o Caminho de Santiago de novo. Vai saber por quê. É a vida. Sempre nos matando para nos fazer renascer mais fortes.</p>
<p>                      E falando em morte, aí veio uma depois da outra. Meu pai teve um ataque cardíaco e um infarto durante uma filmagem na Jordânia. Foi transferido para um hospital  alemão onde estava lutando para sobreviver. Minha tia morreu de câncer um dia após eu visitá-la no hospital do Rio de Janeiro. Meu padrasto que me criou desde os sete anos de idade morreu de um derrame. Eu já estava na Alemanha. Tinha resolvido passar um tempo ao lado de meu pai, com quem nunca tive grande contato. Passei dois meses indo diariamente à Clínica de Reabilitação, presenciando um dos momentos mais difíceis da vida daquele homem. Fazendo o que eu podia para aliviar as dores da alma. As outras estavam fora de meu alcance.</p>
<p>                        Saio do avião, recolho a bagagem da esteira, pego o trem e o metrô que me levará a Saint-Germain-des-Près e à Ponte das Artes, onde há sete anos eu conheci o meu grande amor. O homem que, depois de muita luta interna de minha parte, depois de uma admirável e incansável luta por parte dele para me conquistar, escolhi para ser meu marido. Vou me aproximando do ponto de encontro. Os meus passos são falhos. Sinto os cheiros de Paris, revejo a rua onde vivi. As recordações passam em filme. Os momentos mais loucos e boêmios de minha vida. Chego à ponte. Caminho até chegar ao meio. A linda vista do rio Seine me perturba. Como se o tempo fosse feito de misteriosas caixinhas que se abrem e se fecham quando querem. E de repente eu o vejo. Ele está sentado. O cabelo selvagem como sempre, o olhar indomável. Eu me aproximo e ele não tira a câmera da mão nem por um segundo. É irritante, mas tudo bem. Não demoro muito para compreender que um amor como esse tem que ser registrado e bradado aos ventos. E não importa se é para sempre, o que importa é que existiu. É um clic para cada passo, até quando os nossos lábios se unem no beijo. Sem língua. Apenas um reconhecimento de cheiros. Eu sei. Vai demorar um pouco até o amor deixar de ser um sonho abstrato e nos incorporar novamente.</p>
<p>                        Eu olho para ele e nós nos sentamos ali mesmo, no chão, um na frente do outro. Não há muito para dizer. É um pouco patético ser romântico. É quando olhar para o outro assusta. E talvez justamente por isso seja lindo. Eu pergunto então:</p>
<p>                        _Está preparado?</p>
<p>                        É claro que me refiro aos 800 quilômetros de caminhada casada que esperam por nós após cinco meses de um casamento solteiro. Ele sorri como se fosse a coisa mais normal do mundo, como se eu não soubesse que fez uma operação no joelho há poucos meses e nunca fez nenhuma longa caminhada em toda sua vida. Ainda assim, sem hesitar, ele me responde:</p>
<p>                        _Por você eu iria até o fim do mundo.</p>
<p>Próximo capítulo na quarta-feira que vem.</p>
<p>Antonella Sigaud</p>
<p><a href="http://www.antonellazara.com/">www.antonellazara.com</a></p>
<p><a href="http://antonellazara.wordpress.com/" target="_blank">http://antonellazara.wordpress.com/</a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"> </span></p>
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		<title>O Caminho do Amor &#8211; Introdução</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 14:59:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>antonellazara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos próximos meses publicarei semanalmente em meu blog o relato de minha segunda peregrinação a Santiago de Compostela.
Trem Paris – Riom Chatel Guyon, 16 de agosto de 2009.
                         Após cinco meses sem nos vermos, ontem Florencio e eu nos reencontramos em Paris, na Pont des Arts, a ponte onde nos conhecemos há exatamente sete anos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antonellazara.wordpress.com&blog=1255170&post=53&subd=antonellazara&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Nos próximos meses publicarei semanalmente em meu blog o relato de minha segunda peregrinação a Santiago de Compostela.</p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;">Trem Paris – Riom Chatel Guyon, 16 de agosto de 2009.</span></strong></p>
<p>                         Após cinco meses sem nos vermos, ontem Florencio e eu nos reencontramos em Paris, na <em>Pont des Arts</em>, a ponte onde nos conhecemos há exatamente sete anos atrás. Trabalhamos duro, atravessamos mares desconhecidos e tempestades para chegar exatamente neste momento. E este é apenas o primeiro de uma grande saga por vir.</p>
<p>                        É sempre estranho reencontrar o homem amado depois de tanto tempo. Nossa relação foi assim desde o começo. Sabemos que precisamos nos separar às vezes para conseguir realizar certos sonhos importantes para nosso crescimento individual e conjunto. Também temos consciência que este é um grande exercício de desapego. É aprender a amar em liberdade, sem controlar, mas também sem ser indiferente nem irresponsável em relação ao outro. Assim, nesses cinco meses, quase nunca falamos por telefone. Decidimos apenas nos escrever por e-mail. Somente cartas e poemas de amor. Não sabemos de detalhes daquilo que acontece com o outro. O que importa é aquilo que queremos, para onde estamos indo, qual é o nosso sonho. O que conta é o grau de paixão que investimos em tudo aquilo que fazemos juntos ou separados.</p>
<p>                          No meio tempo, há no coração a certeza do amor, pois este nunca acaba. Mas o amor se transforma, nós nos transformamos, e é bom ter em mente esta realidade. Por isso, ontem foi apenas um início de reencontro. Nossos corpos se buscaram com avidez, mas todo encontro mais profundo e verdadeiro requer tempo e abertura. Mesmo assim, dormir nos braços dele em Paris foi dormir em casa. Estar juntos é sempre uma conquista. Pessoas próximas morreram, outras padeceram por motivos diversos, viagens aconteceram, emoções turbulentas nos sacudiram. No meio de tudo isso, achamos a força para criar os meios de realizar este sonho. Sabemos que estamos no lugar certo na hora certa. Vamos fazer o Caminho de Santiago juntos.</p>
<p>                                                                       Antonella Sigaud</p>
<p>                                                           <a href="http://www.antonellazara.com/">www.antonellazara.com</a></p>
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		<title>32 &#8211; A Tenda de Suor</title>
		<link>http://antonellazara.wordpress.com/2009/04/15/32-a-tenda-de-suor/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 12:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>antonellazara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[32 &#8211; A Tenda de Suor
 
  
A porta se fecha. Somos mais ou menos 25 pessoas dentro de uma tenda minúscula coberta com cobertores e plástico preto de forma que fique totalmente escura por dentro. Estamos sentados em dois círculos concêntricos, colados uns aos outros ao redor de um buraco que a mulher e xamã [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antonellazara.wordpress.com&blog=1255170&post=50&subd=antonellazara&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family:Times New Roman;">32 &#8211; A Tenda de Suor</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:14pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family:Times New Roman;">A porta se fecha. Somos mais ou menos 25 pessoas dentro de uma tenda minúscula coberta com cobertores e plástico preto de forma que fique totalmente escura por dentro. Estamos sentados em dois círculos concêntricos, colados uns aos outros ao redor de um buraco que a mulher e xamã acabou de encher até o topo de pedras incandescentes tiradas da fogueira por seus companheiros de preparação de ritual e trazidas uma por uma para ela. Sem óculos nem lentes de contato, eu me sinto em um obscuro e nebuloso mundo, e não sei ainda se isto é um sonho ou um pesadelo. As pedras jogam um pouco de luz sobre os contornos do perfil de nossa guia e, mesmo sem vê-la direito, sinto sua beleza desconcertante e sua admirável força. Sua voz é límpida e profunda e creio que todos os marinheiros de primeira viagem aqui, como eu, se agarram à sólida suavidade dela como se ela fosse uma taboa flutuando inocente no meio de um oceano assassino. Ela alterna entre canções que remetem à terra e às florestas, aos rios e aos espíritos da natureza, e explicações sobre o ritual em si, uma prática purificadora muito antiga realizada em inúmeras tribos, que eu vou traduzindo para os alemães sentados ao meu lado enquanto sentimos um calor crescente. Por alguns segundos eu me pergunto como fui parar nesta situação, trabalhando como intérprete dentro de um recinto minúsculo prestes a se transformar em fornalha, e uma parte de mim ri de mim mesma, indagando se eu ainda não me acostumei à minha própria loucura. A resposta é não. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family:Times New Roman;">O xamã, sentado agora ao lado dela, toma a palavra e depois começa a cantar em línguas indígenas com uma voz gutural que pouco a pouco preenche todo o espaço, tal qual o vapor que vai subindo do buraco no qual a espécie de divindade está jogando água e ervas aromáticas cujas propriedades de cura e purificação eles invocam através da música e daquilo que parecem ser orações ancestrais. Estamos no útero da terra, dizem eles, estamos nos preparando para nascer e, por isso, precisamos morrer para o passado, purificar as mágoas, suar as emoções tóxicas. E o suor cai em bicas. O ar é maciço e fervilha nas narinas como lava vulcânica. Já não consigo mais traduzir nem respirar. Nem os xamãs falam. Alguns instantes de silêncio ardente me levam ao início, me lembram que eu quase morri aos dois meses de idade por dificuldades respiratórias. Um formigamento começa a subir pelas minhas mãos e braços. Estou morrendo queimada. Não há saída. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family:Times New Roman;">Mas, de repente, algo em mim reluta e meu corpo se debate. Quero me levantar. Quero viver! Eu grito e alguns jatos de água fria são jogados sobre meu rosto. Todos começam a gritar e gemer, jorros gelados atravessam o vapor mortífero e se abatem sobre as faces atormentados, é um crescendo de agonias moribundas que apenas cessa quando a porta é aberta. Os curandeiros nos relembram a importância de levarmos nossas cabeças ao solo quando o calor fica insuportável, pois a terra é fresca e ela nos acolhe. <span> </span>Pois a terra é mãe. Eu havia me esquecido disso. Entretanto, sinto-me covarde por não resistir em silêncio, firme e inabalável como uma rocha, mas a deusa em mim me liberta de meu juiz interior ao sussurrar: “<em>Por pior que seja a situação, sempre há um recurso.</em>” Algo me diz que a verdadeira força é filha da doçura, que esta é a dádiva deste momento e que eu sempre levarei esta lição em meu coração. Logo, eu me abaixo com avidez, rasgo a folha de bananeira usada para revestir o chão, cheiro a grama, tomo a terra enlameada entre os dedos e lambuzo meu rosto, meus braços, meu ventre e minhas pernas com ela. Semi-refeita do choque, eu me lembro que estou trabalhando e recomeço a traduzir.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family:Times New Roman;">Depois da segunda rodada de calor efervescente, nós rastejamos para fora da tenda. Quando saímos, a xamã nos recebe com sorrisos e carinhos maternais, com água fresca e regeneradora sobre a fronte e o corpo, enquanto ela canta com sua voz de ninfa: <em>“terra meu corpo, água meu sangue, ar minha mente, fogo meu espírito”.</em> Leve e feliz, eu rolo lentamente na lama, o cheiro de vida me inebria, a luz do dia me abençoa, a fogueira crepita alegremente, a cachoeira retumbante me convida ao longe, e eu sinto gratidão pulsando em cada poro de meu ser. Estou mais viva que nunca. Viver não basta. É preciso viver de verdade. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>                                          </span>Antonella Sigaud</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>                                 </span><span>    </span></span><a href="http://www.antonellazara.com/"><span style="font-family:Times New Roman;">www.antonellazara.com</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;" lang="PT-BR"><span><span style="font-family:Times New Roman;">                           </span></span><a href="http://antonellazara.wordpress.com/"><span style="font-family:Times New Roman;">http://antonellazara.wordpress.com/</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
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		<title>31 &#8211; Somos Todos Estrangeiros</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 12:27:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>antonellazara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[31 – Somos Todos Estrangeiros
 
 
 
As crônicas que tenho escrito ultimamente falam sobre minhas experiências durante um trabalho como intérprete em um congresso. Dediquei as mais recentes reflexões, publicadas em meu blog, a alguns dos diferentes temas que traduzi. Como foi um mês de trabalho muito intenso e interessante, obviamente não poderei relatar tudo aquilo que vivenciei. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antonellazara.wordpress.com&blog=1255170&post=46&subd=antonellazara&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:small;">31 – </span></span></strong><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;">Somos Todos Estrangeiros</span></span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="text-decoration:none;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">As crônicas que tenho escrito ultimamente falam sobre minhas experiências durante um trabalho como intérprete em um congresso. Dediquei as mais recentes reflexões, publicadas em meu <em>blog</em>, a alguns dos diferentes temas que traduzi. Como foi um mês de trabalho muito intenso e interessante, obviamente não poderei relatar tudo aquilo que vivenciei. Mas tenho procurado escrever sobre os momentos ou ensinamentos que mais me marcaram neste período. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Durante a noite, participantes dos diferentes cursos ministrados no congresso, profissionais de diversas áreas, aproveitavam para apresentar seus trabalhos em palestras ou demonstrações para quem estivesse interessado. Eu mesma dei uma palestra sobre meus livros e minha experiência pessoal com meditação e também atendi a muita gente com meu trabalho com cartas de tarô. Como havia vários europeus, freqüentemente as pessoas também me pediam para fazer a tradução destas apresentações, geralmente do português para o alemão ou inglês ou vice-versa. Embora fosse muito cansativo continuar trabalhando após o expediente, os assuntos eram interessantes, e por isso sempre que eu me sentia bem disposta eu aceitava o desafio. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Um momento muito bonito aconteceu durante uma demonstração de terapia através da dança. Lá estava eu, aos pulos e rebolados, traduzindo para uma dançarina e terapeuta corporal. Eu não era obrigada a acompanhar os movimentos daqueles para quem eu traduzia, mas a experiência no trabalho de intérprete me demonstrou que “interpretar” é muito mais vasto que apenas traduzir palavras. Trata-se de tentar transmitir também a “energia” daquilo que está sendo ensinado. Por isso, naquela noite, pela primeira vez, eu traduzi dançando. Foi uma experiência interessante. A apresentação visava mostrar ao grupo de pessoas ali reunido como é possível achar equilíbrio mental através do corpo e dos movimentos. A dança como terapia desperta o cliente para o próprio corpo, o ajuda a entrar em contato com a sua força vital, muitas vezes debilitada por causa do estresse, de traumas ou até mesmo de padrões emocionais como vergonha ou orgulho. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Estávamos no final da demonstração. A apresentadora havia feito um trabalho fantástico guiando o grupo de forma que as pessoas se soltassem gradativamente. Com a sensibilidade de toda verdadeira terapeuta, ela conseguiu fazer com que todos sentissem a música e experimentassem a dança como meio de reverter o cansaço após um longo dia de trabalho e estudo, de se conectar com o corpo, confraternizar com as outras pessoas, celebrar a natureza, revitalizar a si mesmo, e por fim melhorar o humor e a saúde.<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Foi então que ela pediu para que dois círculos se formassem, de forma que um ficasse dentro do outro. O de dentro seria formado pelos estrangeiros e o de fora pelos brasileiros, mais numerosos ali. Assim, dançando, ela sugeriu que os estrangeiros virassem para fora, para ficar de frente para os brasileiros, e que ambos os círculos rodassem em sentido contrário um do outro. Embalados pela ciranda, à medida que giravam todos também se olhavam. Um grupo descobria o outro, dançava e sorria para o outro. Pouco depois ela pediu que o círculo de fora abraçasse o de dentro como sinal de hospitalidade, de acolhimento e boas-vindas aos estrangeiros. Um imenso e caloroso abraço em grupo despertou risadas e alegria até mesmo nos mais tímidos. Depois disso, todos continuaram a dançar juntos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Naquele momento, tive que me lembrar de minhas inúmeras experiências como estrangeira. Não somente em outros países, mas também cada uma das muitas vezes que me mudei em minha vida, e tive que viver em outras cidades ou em novos bairros, estudar em novas escolas ou trabalhar em locais desconhecidos. Em alguns segundos revivi a imensa insegurança e o fortíssimo medo que senti a cada uma dessas vezes, a sensação de vazio e solidão mesclada ao sabor de aventura e desafio. E pensei que realmente deveríamos abrir mais nossos braços e nossas casas, dançar mais com desconhecidos, praticar a hospitalidade como filosofia de vida, acolher e ajudar sempre que possível. Afinal, dependendo do lugar e da situação, somos todos estrangeiros em algum momento de nossas vidas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>                                                   </span>Antonella Sigaud</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;"><span>                </span><span>    </span></span><span style="font-size:14pt;" lang="IT"><span>                             </span></span><span style="font-size:14pt;"><a rel="nofollow" href="http://www.antonellazara.com/" target="_blank"><span lang="IT"><span style="color:#003399;">www.antonellazara.com</span></span></a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;" lang="IT"><span>    </span><span>               </span><span>                </span><span>  </span></span><span style="font-size:14pt;"><a rel="nofollow" href="http://antonellazara.wordpress.com/" target="_blank"><span lang="IT"><span style="color:#003399;">http://antonellazara.wordpress.com/</span></span></a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;" lang="IT"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antonellazara.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antonellazara.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antonellazara.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antonellazara.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antonellazara.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antonellazara.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antonellazara.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antonellazara.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antonellazara.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antonellazara.wordpress.com/46/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antonellazara.wordpress.com&blog=1255170&post=46&subd=antonellazara&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>30 – A Metáfora como Caminho</title>
		<link>http://antonellazara.wordpress.com/2009/04/01/30-%e2%80%93-a-metafora-como-caminho/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 19:07:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>antonellazara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[30 – A Metáfora como Caminho
 
 
O xamã olhou pausada e severamente para cada uma das pessoas sentadas no círculo. Não era possível distinguir nem mais um único ruído no grupo que, minutos antes, mal conseguia se conter de animação e despejava cascatas de perguntas sobre o curandeiro. Mas aquele homem, antes tão rudimentar, quase indefeso, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antonellazara.wordpress.com&blog=1255170&post=44&subd=antonellazara&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">30 – A Metáfora como Caminho</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;"><span style="text-decoration:none;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">O xamã olhou pausada e severamente para cada uma das pessoas sentadas no círculo. Não era possível distinguir nem mais um único ruído no grupo que, minutos antes, mal conseguia se conter de animação e despejava cascatas de perguntas sobre o curandeiro. Mas aquele homem, antes tão rudimentar, quase indefeso, de repente estava transfigurado e parecia irreal naquela luz incerta que separa o dia da noite. Fixando todos de maneira estranha, com um graveto atravessado na boca, o corpo totalmente alerta, como se a ponto de saltar sobre eles, ele se assemelhava a um animal que eles ainda não saberiam definir. Aquilo finalmente fez com que seus alunos mergulhassem em um silêncio apreensivo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Eram os anos 70 nos Estados Unidos. Naquele grupo estavam, entre outros, Richard Bandler, estudante de matemática e psicologia, e o Dr. John Grinder, professor adjunto de lingüística, também profundamente interessado em psicologia. Juntos os dois intelectuais haviam começado a desenvolver um método chamado de “Modelagem da Excelência Humana” que mais tarde faria parte de um conjunto de técnicas e formas de linguagem desenvolvidas para gerar mudanças, também chamado de Programação Neurolingüística. Neste método específico os jovens pesquisadores “modelavam” ou tentavam decifrar padrões de comportamento de certos terapeutas para depois repeti-los em sessões terapêuticas, alcançando muitas vezes resultados semelhantes aos obtidos por seus “modelos”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Entusiasmado com os resultados adquiridos, um grupo seleto de buscadores resolveu então trazer um xamã do Peru para tentar aplicar o método a ele. Pagaram a passagem ao curandeiro, organizaram um acampamento, trouxeram mantimentos suficientes e tomaram todas as providências para permanecer ali com ele por duas semanas sem terem que sair nenhuma única vez. Naquela tarde haviam acendido cuidadosamente a fogueira e sentiram-se importantes ao sentar ao redor dela formando um círculo de aprendizado, apenas rodeados pela floresta, pelas montanhas e por um dos maiores lagos do país. Mas a tarefa resultou bem mais difícil do que pensavam, pois o xamã era diferente de qualquer pessoa que haviam estudado antes. Ele parecia estar <em>além</em> dos padrões de comportamento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">No início da conversa, todos começaram já a ficar intrigados quando o homem, sem nenhuma razão aparente, balançou a mão ao lado do próprio rosto, perguntando se o grupo estava sentindo o vento. Como não ventava, estranharam o fato que uma brisa sutil tornou-se de repente mais e mais forte, aparentemente acompanhando o peculiar movimento da mão do xamã. Quando esta parou de se mexer, em desfecho rápido, digno de um mestre de orquestra, a misteriosa corrente de ar cessou com ela. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Algum tempo depois, recobrados da surpresa e já envolvidos em mais uma série de infindas perguntas, o homem apontou com o dedo indicador em direção ao alto. Perdendo o fio da meada, todos os olhos acompanharam o gesto para ver que, junto com o dedo, que ele agora rodava no ar, no céu acima deles rodopiava também um falcão. Quando o xamã apontou então para uma árvore, a ave imediatamente lançou-se em um vôo certeiro e pousou num dos galhos desta. Um silêncio boquiaberto e um pouco desconcertado prevaleceu por alguns segundos até que uma tosse forçada de um dos estudantes fez com que todos respirassem aliviados, constatando que a normalidade, tal qual eles a conheciam, não tinha cessado de todo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span>As interrupções gestuais, simbólicas, e aparentemente despropositadas, que o xamã sabiamente “inseria” na conversação, acabaram por desarmar os jovens intelectuais, até então apenas interessados em suas próprias teorias e seus jogos mentais. Mas foi a partir da terceira e última esquisitice que o homem fez, imitando um bicho durante o crepúsculo, que iniciaram de fato as duas semanas de intenso aprendizado com o estranho e fascinante mestre vindo das montanhas andinas. Somente desta forma, conectando-se pouco a pouco aos seus ouvintes em um espaço além das palavras, ele conseguiu ensinar-lhes sobre um universo que eles desconheciam, mas ao qual aspiravam profundamente. Um universo no qual criar metáforas com palavras ou mímica e contar histórias tem um propósito mágico de cura e de transmissão de conhecimentos. Um mundo no qual é possível aprender não somente de seres humanos, mas também de acontecimentos e sinais, de plantas e pedras, de bichos e elementos naturais. Um mundo onde um pequeno sapo consegue se defender de seu maior inimigo, uma imensa serpente, e até mesmo fazê-la recuar apenas colocando um simples graveto na boca e tornando-se, assim, deliciosamente ameaçador. </span></span></p>
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		<title>29 &#8211; A Expansão da Consciência</title>
		<link>http://antonellazara.wordpress.com/2009/03/27/29-a-expansao-da-consciencia/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 17:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>antonellazara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[29 – A Expansão da Consciência
 
_Imagine que está se banhando em um belíssimo lago em um dia de verão. Você enxerga as montanhas à sua volta, a floresta exuberante refletida na água. Imagine a sensação da água sobre a pele. A frescura cristalina, a gentileza dos movimentos ondulantes, a textura sedosa do universo líquido à [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antonellazara.wordpress.com&blog=1255170&post=41&subd=antonellazara&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">29 – A Expansão da Consciência</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">_Imagine que está se banhando em um belíssimo lago em um dia de verão. Você enxerga as montanhas à sua volta, a floresta exuberante refletida na água. Imagine a sensação da água sobre a pele. A frescura cristalina, a gentileza dos movimentos ondulantes, a textura sedosa do universo líquido à sua volta. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Um silêncio se fez enquanto a paciente, cujos olhos estavam fechados desde o início da sessão, mergulhava ainda mais profundamente no transe hipnótico. Pela expressão de seu rosto, o hipnotizador sabia que ela estava ali onde tinha que estar, em um espaço mental seguro e relaxado, uma sensação de beleza que ela trazia de longe, da infância talvez, mas que a idade adulta e suas preocupações haviam afastado dela nos últimos anos. A voz dele se tornou mais grave e ele aproveitou para enfatizar bem as últimas palavras de cada frase, as sugestões ficando ainda mais vagas, dando à mente dela a oportunidade de conduzi-la à própria cura. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">_Você está sentindo <em>liberdade</em>&#8230; A liberdade da água que flui além dos obstáculos&#8230; Você sente <em>saciedade</em>&#8230; Dentro de você está tudo de que precisa para ser feliz&#8230; <em>Agora</em>&#8230; Você saboreia <em>cada momento</em>&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Pouco a pouco, um sorriso formou-se nos lábios dela e o tremor dos lábios foi o prenúncio das lágrimas que saltaram dos olhos cerrados, primeiro lentamente, logo em cascata livre. O terapeuta respirou fundo. A sua experiência lhe dizia que, como desde o início da terapia ela já começara a espontaneamente mudar os hábitos, depois de oito sessões ela estava finalmente curada de sua compulsão por comida. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Dois meses atrás ela viera procurá-lo e pedira ajuda. O clínico geral lhe dissera que ela estava muito acima do peso, que sua saúde estava em perigo, e receitara uma dieta e alguns remédios inibidores de apetite. Mas ao invés de melhorar, desde então ela piorara. Sua fome era um enorme bicho salivando e rugindo constantemente em seu ventre. Ela tinha que ter algo na boca a tempo integral, senão ela se sentia desnorteada. Ela viera vê-lo porque amigas suas haviam tido bons resultados com o tratamento de hipnose. Ela não fazia a mínima idéia do que se tratava, mas apenas queria sair deste ciclo infernal no qual entrara sem perceber. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Lentamente então ele começou a explicar o que era hipnoterapia, que durante a sessão o paciente fica em estado alterado de consciência, uma espécie de relaxamento, mais aberto às sugestões do terapeuta. No entanto, ao contrário do que diz a lenda, o paciente jamais perde a consciência durante a hipnose. Pouco a pouco, com muita conversa, ele consolidou a base de confiança entre eles. Depois, ele começou a falar com a mulher sobre seu problema, colocando as perguntas de forma a descortinar uma nova perspectiva da situação. Perguntou a ela, por exemplo, quais eram os benefícios de sua compulsão. Inicialmente a pergunta a surpreendeu, mas ela acabou confessando que um dia fora uma mulher extremamente atraente e popular junto ao sexo oposto, que sempre gostara muito de sexo. Quando conheceu seu atual marido, no entanto, se apaixonou de tal forma que não hesitou em aceitar a proposta de casamento. Somente depois de um tempo ela notou que o amor romântico não era necessariamente um antídoto contra seu voraz e poligâmico apetite sexual. Sem saber como manter-se fiel, resolveu entregar-se à gula. O aumento contínuo do peso, mensurável na balança no final de cada semana, logo repeliu os predadores do outro sexo. Em pouco tempo ninguém mais olhava para ela, nem mesmo seu marido, nem ela própria. Quanto mais o seu corpo pesava, mais triste ela se sentia. Mas pelo menos ela estava segura, protegida de si mesma.<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Os sintomas eram clássicos: a insatisfação, o medo, o vazio, a incapacidade de adequação, a fome mental que leva ao desequilíbrio físico, à compulsão e ao desespero. Ao término da sessão, depois que a paciente foi embora, mais leve por dentro e por fora, o hipnotizador olhou para o relógio e descobriu que tinha um tempo livre antes de continuar a trabalhar. Serviu-se então de um chá, que sempre mantinha aquecido na garrafa térmica, e sentou-se diante da grande janela de seu confortável consultório. Lembrou-se de sua própria trajetória, de como entrou em contato com a hipnose quando ainda era um jovem e entusiasmado estudante e se descobriu totalmente fascinado pela trajetória de Milton Erickson, um famoso psicólogo e hipnotizador. Um grande mestre. Um homem que achou um caminho criativo para lidar com suas próprias terríveis dores físicas, decorrentes de uma poliomelite contraída aos 17 anos. Certa vez o terapeuta lera que Erickson referia-se à doença e à dor como seus melhores professores. Aquilo o marcara para sempre.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Mas o terapeuta envelhecera. Já não tinha as ilusões da juventude. Sabia que a raça humana estava doente, corroída pela dor e pelo medo, e que pouco havia a fazer em relação a isso. Entretanto, ainda que não pudesse mudar o mundo, evitar as guerras nem as tragédias, pelo menos as pessoas saíam da sua terapia pensando grande, enxergando a vida com outros olhos, mais despertos para a beleza. Uma beleza sutil, permeada de doçura, de uma inteligência vivaz, uma consciência onisciente, perceptível dentro e fora de nós. Algo que o ser humano insiste em querer aniquilar, mas que sempre existiu e sempre existirá. Uma luz real e uma cura possível, acessível por pontes para o inconsciente. E essas pontes têm vários diferentes nomes: espiritualidade, yoga, meditação, terapia, hipnose&#8230; Mas todas almejam a mesma coisa: a expansão da consciência. O vento balançou gentilmente as folhas da árvore à frente da janela enquanto o último gole do chá e as batidas na porta anunciaram o próximo paciente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>                                          </span>Antonella Sigaud</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>                                 </span><span>   </span></span><a href="http://www.antonellazara.com/"><span style="font-family:Times New Roman;">www.antonellazara.com</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
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		<title>28 &#8211; O Ser Sistêmico</title>
		<link>http://antonellazara.wordpress.com/2009/03/18/28-o-ser-sistemico/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 21:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>antonellazara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[28 – O Ser Sistêmico
 
Separada há alguns anos, ela nunca solucionara o seu problema com o ex-marido. A separação fora dolorosa. Às vezes a dor ressurgia de forma fortuita, a perseguia e angustiava como uma assombração. Depois de várias terapias e buscas, ela decidiu participar daquele curso. Naquela tarde ela seria a cliente. A terapeuta [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antonellazara.wordpress.com&blog=1255170&post=37&subd=antonellazara&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">28 – O Ser Sistêmico</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Separada há alguns anos, ela nunca solucionara o seu problema com o ex-marido. A separação fora dolorosa. Às vezes a dor ressurgia de forma fortuita, a perseguia e angustiava como uma assombração. Depois de várias terapias e buscas, ela decidiu participar daquele curso. Naquela tarde ela seria a cliente. A terapeuta pediu que ela escolhesse alguém do grupo para representar o ex-marido. Relutante, ela escolheu um rapaz que ela considerava simpático. Devidamente orientada, ela o guiou intuitivamente pelos ombros até que ele se posicionasse em um ponto específico da sala, parando ela mesma não muito longe nem muito perto dele. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">A habilidosa terapeuta alemã, também chamada “consteladora” neste tipo de terapia, começou então a perguntar como o suposto marido se sentia, quais as sensações físicas que ele percebia ao estar naquela situação. Para a surpresa da cliente, ele começou a descrever estados sensoriais e emocionais semelhantes aos de seu ex-marido. Até a postura física adotada parecia com a dele. Depois disso, a terapeuta pediu que ela escolhesse duas pessoas para representar os pais dele e duas para representar os próprios pais. Feito isso, o “pai” do ex-cônjuge encaminhou-se então para perto do filho, e logo era possível ver uma expressão de sofrimento em seu rosto. Pouco depois o pai começou a chorar baixinho. A “mãe” ficou mais afastada, sem conseguir se aproximar. Os “pais” da cliente posicionaram-se então por detrás da filha, de forma protetora, tocando levemente os seus ombros. Quando questionados sobre o que sentiam naquele momento, todos os participantes da “constelação” falaram de sentimentos que se encaixavam perfeitamente naquilo que a cliente sabia sobre o histórico familiar de seu ex-marido e também sobre sua própria vida. No entanto, ao ver a situação daquela forma, ao presenciar o ex-casal inserido nos sistemas familiares dos quais ele provinha, também ela começou a chorar, compreendendo finalmente que as dificuldades de sua relação tinham raízes emocionais muito mais complexas, vinham de um contexto bem mais amplo que a relação homem-mulher, e podiam realmente ser vistas de outros ângulos. Depois da sessão, ela disse que se sentiu libertada de um peso que vinha carregando há muitos anos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">No congresso no qual trabalhei, fui intérprete, entre outros, deste curioso curso chamado de “Constelações Sistêmicas”. Trata-se de um trabalho filosófico e terapêutico que foi desenvolvido pelo pedagogo, psicoterapeuta e filósofo alemão Bert Hellinger. A noção sistêmica parte do princípio que todos os membros de uma família têm uma conexão inquebrantável, independente de separações físicas, como se eles fizessem parte de um mesmo “corpo” familiar. Como com o corpo, que se sente doente mesmo se apenas um de seus órgãos não estiver saudável, o mesmo acontece no organismo familiar, que “sente” e reflete os erros e acertos, os prazeres e dores de todos os seus membros. Não se sabe ainda a explicação para esta espécie de fenômenos que ocorrem invariavelmente nessas sessões de terapia, mas existem hipóteses. Um <span style="color:#0f0f0f;">biólogo chamado Ruppert Sheldrake, por exemplo, elaborou a teoria dos Campos Morfogenéticos, que aborda a possibilidade da existência de um inconsciente coletivo. Isso poderia eventualmente explicar a situação descrita acima, o fato dos participantes da sessão sentirem e manifestarem, sem nenhum conhecimento prévio da situação, a informação emocional armazenada no inconsciente da cliente em tratamento.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;color:#0f0f0f;"><span style="font-family:Times New Roman;">Para mim, independente da explicação, aquilo apenas confirmou a conexão que existe entre os seres humanos, sendo que os familiares, ou “ancestrais”, são indissolúveis de nós, simplesmente pelo fato de serem geradores tanto de nossas informações genéticas quanto dos primeiros impulsos emocionais e mentais de nossa existência humana. Na era da Internet, estar “conectado” passou a ser um lugar-comum, mas na verdade trata-se de um conhecimento antigo, esquecido pela sociedade moderna, que está ressurgindo, mas ainda não foi totalmente compreendido nem absorvido na prática. Este esquecimento custou caro e ainda não é certo se conseguiremos pagar a conta ambiental de todos os danos que ele provocou e ainda provoca. Fato é que não somos apenas indivíduos, como o individualismo capitalista insiste em pregar, somos muito mais do que isso. Somos seres inseridos em um vasto sistema que repercute em nós tanto quanto nós repercutimos nele. Abrir-se a essa visão “sistêmica” é entender que somos únicos e extraordinários e, ao mesmo tempo, pequenos e insignificantes. Somos partes de um todo, constantemente sujeitos à ação de forças maiores e, concomitantemente, temos co-responsabilidade em relação ao que acontece conosco e com o todo do qual fazemos parte. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;color:#0f0f0f;"><span style="font-family:Times New Roman;">Perceber que vivemos em um organismo vibrante, que ele opera dentro e fora de nós, nos abre à necessidade constante de atenção, flexibilidade e mudança, aspectos indispensáveis à experiência humana. Mudar nos dá acesso ao inusitado ao qual, consciente ou inconscientemente, tanto aspiramos. O passo para o desconhecido cria a existência do desconhecido dentro e em volta de nós. E assim o nosso mundo vai se tornando mais amplo e, com certeza, bem mais interessante. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;color:#0f0f0f;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;color:#0f0f0f;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;color:#0f0f0f;"><span>      </span></span><span style="font-size:14pt;color:#0f0f0f;" lang="IT">Antonella Zara</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;color:#0f0f0f;"><a rel="nofollow" href="http://www.antonellazara.com/" target="_blank"><span lang="IT"><span style="color:#003399;font-family:Times New Roman;">www.antonellazara.com</span></span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;" lang="IT"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antonellazara.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antonellazara.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antonellazara.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antonellazara.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antonellazara.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antonellazara.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antonellazara.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antonellazara.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antonellazara.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antonellazara.wordpress.com/37/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antonellazara.wordpress.com&blog=1255170&post=37&subd=antonellazara&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Tarô</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 18:34:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>antonellazara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Tarô, 
“O Espelho da Alma”
 
Existem várias diferentes abordagens no trabalho com cartas de tarô. Embora as origens do mesmo ainda sejam envoltas em mistério, as formas de jogar são tão variadas quanto são diferentes os intérpretes. Recebi meu primeiro baralho de tarô há mais de quinze anos atrás e nos anos seguintes outros baralhos me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antonellazara.wordpress.com&blog=1255170&post=36&subd=antonellazara&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Tarô, </span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">“O Espelho da Alma”</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Existem várias diferentes abordagens no trabalho com cartas de tarô. Embora as origens do mesmo ainda sejam envoltas em mistério, as formas de jogar são tão variadas quanto são diferentes os intérpretes. Recebi meu primeiro baralho de tarô há mais de quinze anos atrás e nos anos seguintes outros baralhos me foram presenteados por pessoas especiais em minha vida. Desde então comecei a viajar neste fascinante universo. Inicialmente a simbologia parecia-me hermética e indecifrável. Embora eu estudasse livros que explicavam o significado de cada carta, ainda assim a relação delas com a vida real permanecia um enigma para mim. Durante minhas inúmeras viagens, houve épocas que o meu primeiro baralho ficava apenas encostado na parede dos quartos de hotéis ou pensões, olhando para mim. Ainda assim, eu sempre o levava comigo. De vez em quando então eu arriscava um jogo, com um misto de curiosidade, apreensão e frustração, pois muitas vezes após jogar eu observava que estava ainda mais confusa do que antes. Com o tempo percebi finalmente como e porque a relação com as cartas ultrapassa a compreensão racional. Hoje penso que se trata acima de tudo de um contato orgânico, uma dança dinâmica, na qual as cartas são acordes de música buscando comunicar-se conosco a um nível muito sutil, apenas totalmente perceptível para dançarinos de longa data. O tarô é de fato uma arte fascinante na qual há sempre muito mais a aprender. Meu conselho para os iniciantes é cultivar, para além do entusiasmo inicial, a paciência e a perseverança necessárias para empreender esta belíssima aventura de autoconhecimento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">O Espelho da Alma</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;"><span style="text-decoration:none;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">O meu trabalho com as cartas chama-se “O Espelho da Alma”, nome inspirado nas primeiras cartas com as quais joguei e ainda jogo, que indica também minha linha de interpretação, especialmente voltada para as emoções. Baseando-me na teoria de C.J.Jung, na qual sincronicidade seria “<em>a <span style="color:black;">coincidência de um estado psíquico com um acontecimento exterior correspondente que ocorre fora do campo de percepção do observador”,</span></em><span style="color:black;"> incorro em uma espécie de <em>brainstorm</em> (pessoal ou virtual), muitas vezes guiada por meus clientes, relacionando a simbologia das cartas, as idéias espontâneas referentes às mesmas, com as específicas áreas correspondentes (como por ex.: consciente, inconsciente, passado, futuro, identidade, etc.). Parto da premissa, inerente ao budismo e outras filosofias orientais e ocidentais, que enfatiza o foco no momento presente. Neste está contido o passado como “semente” energética, podendo ser reconhecido no “florescimento” ou desenrolar dos acontecimentos, e o futuro, que pode ser igualmente “lido” como potencial de energia a ser ou não alimentado, dependendo da escolha da pessoa. As cartas servem então como um espelho das emoções, um mapa emocional, no qual a pessoa se descobre trilhando uma viagem de autoconhecimento e aprendendo, no curso da mesma, a fazer futuras escolhas cada vez mais conscientes e responsáveis. Como em qualquer trabalho sério que envolve o despertar da consciência, também aqui o objetivo é o pleno desabrochar do próprio potencial, condição prévia indispensável para aqueles que desejam melhor servir a humanidade e o planeta vivendo uma vida mais harmoniosa e feliz.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;color:black;"><span>  </span></span><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;"></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;color:black;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>         </span>*Para sessões via e-mail ou tele-conferência, ou palestras e <em>workshops</em> com atendimento em sua cidade, por favor, envie uma solicitação para um dos seguintes e-mails: </span><a href="mailto:contato@antonellazara.com"><span style="font-family:Times New Roman;">contato@antonellazara.com</span></a><span style="font-family:Times New Roman;">, </span><a href="mailto:antonella_zara@yahoo.com.br"><span style="font-family:Times New Roman;">antonella_zara@yahoo.com.br</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;color:black;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;color:black;"><span style="text-decoration:none;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;color:black;"><span style="text-decoration:none;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
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		<title>27 &#8211; A Tradução de Si Mesmo</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 21:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>antonellazara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[27 – A Tradução de Si Mesmo
 
 
Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano trabalhei como intérprete em um Congresso Internacional de Programação Neurolingüística (PNL). Ao contrário do que acontece com intérpretes especializados em certas áreas, que conhecem profundamente os temas que traduzirão ou interpretarão, ao ser contratada eu não fazia a mínima idéia do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antonellazara.wordpress.com&blog=1255170&post=33&subd=antonellazara&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">27 – A Tradução de Si Mesmo</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano trabalhei como intérprete em um Congresso Internacional de Programação Neurolingüística (PNL). Ao contrário do que acontece com intérpretes especializados em certas áreas, que conhecem profundamente os temas que traduzirão ou interpretarão, ao ser contratada eu não fazia a mínima idéia do que me esperava.<span>  </span>Mas foi um mês surpreendente. No congresso havia grandes mestres que usavam a PNL como ferramenta em suas diversas áreas de trabalho, que iam de <em>marketing</em> a diferentes tipos de terapia. Entre eles estavam médicos, neurocientistas, homeopatas, engenheiros, publicitários, psicólogos, hipnotizadores, artistas, xamãs e terapeutas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>         </span>Em minha opinião, a flexibilidade mental, a capacidade de abrir-se, aprender, adaptar o desconhecido a nós e adaptar-nos a ele, este potencial de mudar é a maior qualidade dos verdadeiros cientistas, dos grandes homens e mulheres de nossa história. E é exatamente com isto que a PNL trabalha. Com a faculdade de mudar do ser humano a partir do autoconhecimento e da transformação da própria percepção da realidade. A intenção é que o seu potencial seja plenamente aproveitado e redirecionado ao serviço de seu entorno, independente de seu <em>background</em> ou da situação na qual ele se encontra. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Fritjof Capra, um escritor austríaco, doutor em física, escreveu em um de seus livros chamado “O Tao da Física” uma frase que me intrigou e tem me acompanhado durante anos: “O mapa não é o território”. Para mim isto significa que, embora os mapas, ou as definições da realidade, que nos são ensinadas por família e cultura, nos sirvam como referência em várias ocasiões, eles não constituem valores absolutos. Pelo contrário, eles podem e devem ser revistos e até mesmo recriados periodicamente, dependendo da situação e do momento pelo qual passamos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Em minhas diversas experiências como intérprete, seja com lamas budistas ou neste trabalho no congresso, tive a oportunidade de fazer a plena experiência desta necessidade de ir além daquilo que é dito. Um crítico francês do século VXVII escreveu que, na tradução, fidelidade e transparência são duas qualidades belas e infiéis, como as mulheres que, segundo ele, são ou fiéis ou bonitas, mas não as duas coisas ao mesmo tempo. Não penso necessariamente como ele no que diz respeito às mulheres, mas em relação à tradução tenho que concordar plenamente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">No âmbito da tradução fidelidade significa traduzir de forma acurada e literal, sem nada modificar em relação ao texto original ou àquilo que foi dito. A transparência significa reproduzir o sentido de forma que o conteúdo se torne compreensível, o que vai geralmente além da linguagem e envolve aspectos emocionais e culturais de quem está recebendo a transmissão. A tradução feita de acordo com o primeiro critério chama-se “fiel”, aquela feita com o segundo chama-se “idiomática”. Apesar do que dizia o francês, ambos os critérios podem ser respeitados simultaneamente, mas isto realmente é raro. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Dito de forma mais simples, tanto na vida quanto na tradução, muitas vezes temos que “reformular” aquilo que nos foi dito e ensinado para que a essência do ensinamento não fique aprisionada em uma inútil postura de rigidez. É preciso reinventar a vida e os conceitos a cada instante para estar à altura desta magnífica e avassaladora experiência que é estar vivo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">O poema “Perdido na Tradução”, escrito pelo poeta James Merril, fala da fabulosa imaginação transformadora do ser humano, que consegue sempre descobrir um significado em tudo aquilo que vê no universo ao seu redor. Quando eu era pequena, eu sonhava em ser escritora e, como muitas crianças, em mudar o mundo. Ao crescer, muitos adultos tentaram me convencer que era impossível fazer isso, que eu tinha que aceitar o mundo como ele é. Inicialmente, como a maioria dos adolescentes, eu me senti castrada por essa visão e me rebelei contra ela. Depois, eu me senti impotente e deprimida. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Com o tempo, no entanto, descobri que aceitar o mundo como ele é não exclui a possibilidade de mudá-lo. Aliás, entendi que apenas aceitando e reconhecendo o estado atual das coisas é que podemos, de fato, mudar o mundo. Percebi que o mais importante é que esta mudança comece por nós mesmos. Ela inicia quando nos abrimos e mudamos (ou expandimos) a cada novo dia a nossa própria visão do mundo.<span>  </span>Ao compreender isso, eu fiz uma nova “tradução” do conhecimento dos mentores da minha infância de forma que este não limitasse, mas multiplicasse as possibilidades de eu realizar meus sonhos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ao trabalhar como intérprete e começar a aprender PNL, tive a oportunidade de conhecer várias pessoas talentosas que acreditam que é possível mudar o mundo. Pessoas que trabalham para isso e até desenvolveram metodologias com este intento. Isto foi profundamente satisfatório para mim. E também me mostrou que a vida realmente depende da forma como decidimos “interpretá-la”. Esta decisão definirá se ficaremos perdidos ou não ao “traduzir” para o cotidiano, em pensamentos e ações, o significado e o sentido de nossas existências, isto é, aquilo que realmente importa para nós como seres humanos em nossa breve e surpreendente passagem por este planeta. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0 0 0 193.8pt;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>     </span><span> </span>Antonella Zara</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0 0 0 193.8pt;"><span style="font-size:14pt;"><a rel="nofollow" href="http://www.antonellazara.com/" target="_blank"><span style="color:#003399;font-family:Times New Roman;">www.antonellazara.com</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0 0 0 193.8pt;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:54pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antonellazara.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antonellazara.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antonellazara.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antonellazara.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antonellazara.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antonellazara.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antonellazara.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antonellazara.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antonellazara.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antonellazara.wordpress.com/33/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antonellazara.wordpress.com&blog=1255170&post=33&subd=antonellazara&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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